
Criticar ou apoiar o assistencialismo está em moda, como continua sempre em moda, para uma grande parcela, a opção de ficar em cima do muro ou nem opinar sobre o assunto.
Não ficarei em cima do muro, o assistencialismo é uma droga, que vícia e pode ser fatal!
É ruim para quem recebe, porque na grande maioria são pessoas sem oportunidade e sem condições de se sustentar, recorrem a facilidade de receber doações, cestas básicas, refeições, roupas, etc… o assistencialismo não é uma escolha mas uma necessidade.
Só que depois de se entrar num bolsa-família, ou num sopão da vida, a pessoa começa a se perguntar se vale a pena trabalhar, ou é melhor ter mais um filho(a) e aumentar o benefício. Este é um exemplo muito triste mas muito frequente em todo nosso país.
Contudo o outro lado do assistencialismo é muito pior. Nele temos a maioria dos políticos brasileiros que seja para se elegerem, seja no exercício de seus mandatos baseiam suas ações na exploração dos necessitados, e na caridade prostituida.
Você elegeu seu vereador para ele passar o dia dando cesta básica para alguém em troca de voto? Porque eu não… então saiba que vários vereadores de Ribeirão já disseram com a boca cheia que são assistencialistas e que seus mandatos são “voltados ao social”.
Vereadores (prefeitas, presidentes) são eleitos para trabalhar pela coletividade não para um grupo, neste caso de cesta básica, por exemplo, a OBRIGAÇÃO dele é encaminhar a pessoa a entidades públicas ou particulares que prestem este tipo de assistência, com assistente social profissional, visando a re-inclusão social, e principalmente que a pessoa crie condições de não depender mais da doação.
Estas entidades são legítimas e muito importantes quando desenvolvem seu trabalho de forma séria, inclusive recebendo doações da população para suas obras e atendimentos, e além do mais, entidades não disputam eleições e não tem mandato pago com nossos tributos, elas se mantém com suas próprias atividades e “criatividades”. Não devendo jamais ser mantidas, presididas, ou “encobridas” por políticos – se não dá no mesmo!
Houve um tempo, acredite você, que a caridade e a ajuda ao próximo era um ato nobre, uma verdadeira virtude. Graças a alguns políticos estas práticas se tornaram um meio de sobreviver na política, nele o povo carente é matéria prima indispensável e o assistencialismo é cultivado como um ideal.
Jorge Daher
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