MEDÍOCRES HEGEMÔNICOS

Ouvi recentemente o professor Vicente Golfeto, discorrer sobre a forma como o governante lida com seus opositores, “mede-se a grandeza de um governo pela oposição que recebe”, disse.

Percebemos que a relação dos políticos com os partidos da oposição, com a mídia e com eleitores vem se tornando cada vez mais mercantilista e cínica.

A primeira coisa que se faz ao chegar no poder é tentar trazer os políticos da oposição para sua base aliada, patrocinar (comprar) os meios de comunicação e pressionar (ou agradar) a sociedade a simpatizar consigo.

Tal atitude, utilizada pela maioria, vem sendo vista como eficaz, necessária, existindo aqueles que a consideram inquestionável.

Nestes pontos precisamos fazer algumas ressalvas, acredito que acima de tudo uma oposição séria e ousada é um presente divino ao governante sábio, tendo em vista que as críticas positivas ou negativas, poderão ser usadas como instrumento de controle, aos seus atos, uma poderosa régua de conduta.

O grande político deveria enxergar com tais olhos as reclamações bem educadas e até, as passionais, tirando proveito para construção de seu juízo sobre si mesmo, e para ponderação de seus atos administrativos.

Vejo com preocupação essas autoridades que fazem das tripas “coação” para calar a boca dos partidos de oposição, oferendo-lhes cargos à rodo. Que moral terá um vereador de oposição para fiscalizar, que é sua função, quando este possuir boquinhas e bocões no executivo, por exemplo.

Tais senhores, são os mesmo que inventam verbas milionárias para a imprensa “divulgar” seus feitos, prostituindo assim o princípio constitucional da administração pública: a publicidade. Seríamos muito ingênuos se acreditássemos que a maioria dos jornais não recebe estas verbas como forma de “cala a boca”, e um editor terá que ser muito honesto para não censurar seus reporteres a pensarem duas vezes a deferir uma crítica ou denúncia ao patrocinador (estatal).

Finalmente, tem político que está indo além, cerceando a liberdade de opinião, tentando corromper até a democracia, impedindo que um cidadão livre como eu você, possamos emitir nossa convicção como estou fazendo neste ensaio. Eu próprio já fui processado por calunia e difamação, cometi o pior crime da atualidade: falar a verdade.

Os governantes não deveriam almejar outra coisa senão o desenvolvimento, o qual, deve ser o objetivo da oposição séria também, sendo assim, todos buscando o mesmo ideal, não há mal em termos oposições fortes, pelo contrário é ótimo. Estas premissas nobres (e que deveriam ser lógicas) são tão utópicas atualmente, que é difícil não crêr que há muitas coisas erradas por aqui.

Mas está é a realidade que vivemos: líderes que deveriam lutar pelos direitos das pessoas, especializam-se em limitá-los. Assim vai se perdendo a real noção de democracia e as eleições, auge da cidadania materializada, torna-se vez por outra, espetáculo daqueles que vendem a alma para manterem-se, pelo maior tempo possível, no berço explêndido do poder.  

Jorge Daher

Bacharel em Direito.

É o atual presidente interino da JPSDB de Ribeirão Preto – SP

Coordena o site www.jorgedaher.com.br

JOSÉ ROBERTO ARRUDA E O NOVO MENSALÃO

A prática das mesadas voltou a ser escancarada para a opinião pública, mas será que dessa vez veremos alguém efetivamente punido? Saiba tudo sobre este esquema nefasto que contaminou a política do Distrito Federal, e porque alguns apontam ser este o pior mensalão descoberto até hoje.

1 – A OPERAÇÃO

Dia 27 foi deflagada operação da Polícia Federal denominada “caixa de pandora”, com o objetivo de coletar provas sobre suposta distribuição de dinheiro a aliados do Governador do DF, José Roberto Arruda (Democratas). A operação conseguiu aprender mais de R$ 700 mil nas cidades de Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.

2- QUEM É QUEM?

JOSÉ ROBERTO ARRUDA é o atual governador do DF, eleito em primeiro turno e filiado ao DEM, acusado de ordenar a distribuição de mesadas para políticas em troca do favorecimentos de empresas. 

DURVAL BARBOSA – Foi presidente da CODEPLAN, secretário de relações institucionais e delegado. Denunciou o esquema em troca de diminuição das penas, referentes aos mais de 30 processos que correm contra ele.

JOAQUIM RORIZ – Ex-Governador do DF por quatro vezes, de acordo com Durval Barbosa do esquema começou em seu governos, é suspeito também por irregularidades no Banco de Brasília – BRB.

PAULO OTÁVIO – Atual vice-governador também é investigado pelo operação caixa de pandora, acusações envolveriam sua construtora.

3 – DENÚNCIAS

De acordo com Durval Barbosa, o governador distribui,  atavés dele, mesada paga com dinheiro público e de empresas interessas, para parlamentares da assembléia distrital do DF, e recursos a diretores de empresas públicas em troca de favorecimentos. 

4 – AS PROVAS

Forem entregues 30 vídeos à Polícia Federal  e ao Ministério Público, nos quais são exibidas entregas de grandes quantias de dinheiro a deputados, diretores e o próprio governador.

5 – REPERCUSSÃO

Assim que as notícias começaram a ser divulgadas diversos partidos da base aliado do governador entregaram seus cargos e retiram o apoio do governador ARRUDA.

O presidente da OAB nacional disse que entidade era pedir o impeachment do governador.

Durval Barbosa foi exonerado na sexta, após buscas e apreensões realizadas pela PF. Além dele, foram demitidos o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o secretário de Educação, José Luiz Valente, o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, e o assessor de imprensa do governador, Omézio Pontes. Todos são investigados pela Polícia Federal.

Saiba mais:

Jornal Nacional: “Vídeo mostra origem do dinheiro do mensalão do DEM”

Portal G1: “Ouça a gravação que mostraria Arruda negociando divisão de dinheiro no DF”

Portal G1: “Vídeo da propina no DF envolve secretário do PPS”